segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Enquanto isso, nas arquibancadas...

Torcer por um time de futebol é mágico: você assiste aos jogos, fica de olho nas contratações, reserva um horário no domingo e na quarta-feira em frente ao sofá para sofrer e acorda, dia seguinte, com aquela cara de quem precisa dormir mais um pouco.

Existe torcedor que gosta de futebol e acompanha o campeonato. Existe torcedor (e eu me incluo nessa classe) que, além disso, torce, xinga, vai ao trabalho (ou à escola) pensando ainda como o resultado poderia ter sido diferente se acontecesse determinada situação, discute a rodada com os amigos e, mais que tudo, adora acompanhar o clube ao vivo e à cores, esteja ele bem ou mal. Aliás, ir à campo é a “cereja” do bolo no futebol na minha opinião, mesmo as pessoas dizendo que na verdade, é ganhar o título. Poucas coisas são mais emocionantes que se reunir com um monte de gente desconhecida, gritar o nome dos jogadores, pular feito um louco nas arquibancadas e, claro, soltar o grito de gol junto à galera. E mesmo que o jogo não seja dos melhores, depois de uns dias, tudo passa, e lá estamos nós de novo, enfrentando a mesma maratona...

Certa vez, fui eu experimentar desse ópio. São Paulo x Ipatinga, 18 horas, domingão. Pra mim, três pontos na conta, goleada, fora o show do tricolor. Mas sempre tem um mais realista que teima em botar a gente de volta no mundo real.

- Sei não hein, do jeito que o São Paulo tá, um a zero já é bom... - disse meu pai.

Eu, particularmente, adoro ver o meu time ganhar. No estádio, o jogo em si nem prende tanto a minha atenção... a torcida cantando, pulando, gritando o nome do jogador, do técnico... sem brincadeira, isso me fascina.

E não foi diferente naquele dia. Sentados, vendo o pôr-do-sol (não é nenhum exagero dizer que a gente realmente viu o pôr-do-sol; a grande Estrela estava justo na nossa cara), percebendo a agitação daqueles que chegavam, dos que já estavam lá a mais tempo, dos vendedores de sorvete, salgadinhos e kits para “sobrevivência” (sim, nesse futebol globalizado de hoje, encontramos Habib’s em caixa até no Morumbi), das crianças, dos adultos, enfim, estávamos presenciando um show, e um show que não se restringe a são-paulinos – imagino que os palmeirenses, corintianos e santistas, pelo menos os mais fanáticos, sintam o mesmo que eu. Veja bem: somos todos iguais, só temos gostos diferentes! Acho, com o perdão da palavra, uma retardadice estranhar-se com um completo anônimo só porque ele torce por outro time; aliás, hoje em dia, não é necessário nem torcer contra para que briguem! Vai entender...

Sim, fico triste quando vejo o Morumbi vazio. Eu mesmo já estive lá entre 70 mil pessoas, e tive de suportar um público de apenas 12 mil. Pelo menos nós – incluindo meu pai e meu irmão – estávamos no setor lotado, que não parava de cantar. E o engraçado é que, nessas horas, todo mundo vira técnico: é um gritando pra passar pra cá, o outro mandando o Muricy tirar não sei quem e, claro, quem termina como culpado é o árbrito (pensando bem, aquele era muito ruinzinho mesmo). Mas o que eu acho mais engraçado é quando a torcida se revolta: meu Deus, tinha palavrão que eu nem sabia que existia! Bem, sabedoria nunca é de mais, certo?

O jogo? Ah, pois é, o jogo. Infelizmente, eu tenho de tirar o chapéu pro meu pai: a partida foi horrível, tomamos um empate no finalzinho, e alguns jogadores culparam a torcida, que não apoiava o time... na verdade, eu acho que eles tinham mais é que agradecer por termos comparecido em tão pouco número – porque não acho que tenham merecido tanto. Mas foi como eu disse: dia seguinte, lá estamos nós, sofrendo e torcendo novamente, como se nada houvesse acontecido...

domingo, 28 de setembro de 2008

Prólogo

Olá, seja bem vindo!

Antes de tudo, gostaríamos de nos apresentar. Essa equipe que aqui escreve é formada por cinco pessoas, cinco amigos, cinco estudantes. Bianca, Caio, Carolina, Ítalo e Thaynan. Cursamos o último ano do ensino médio, e não fizemos esse blog para treinar redação (mesmo porque, na FUVEST, o que se pede não é uma crônica) ou para tentar manter contato entre nós; estamos aqui por um simples motivo: queremos.

Pode até parecer idiota, mas é só por isso mesmo. É gostoso escrever, contar histórias, relacionar-se com pessoas que não conhecemos através de acontecimentos semelhantes: a fila pra comprar um pão, o dia em que vovó foi passar um final de semana na sua casa, leitor, ou até mesmo questões mais complexas e, talvez, mais importantes, como a discussão de quem veio primeiro, a galinha, o ovo?

É esse o nosso objetivo: escrever livremente, sobre todos os assuntos, principalmente aqueles que menos notamos. Queremos escrever sobre nada.

E esperamos que você também se interesse pelo nada. Afinal de contas, o que seria da gente sem você?

Então, vamos desejar sorte: a nós, autores, para escrevermos bons textos, e a vocês, leitores, para terem minutos agradáveis frente ao computador.

Que a festa comece...



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