quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Lembrar

Esta semana dois fatos me divertiram. Um deles foi rever a foto de fim de ano da nossa escola, quando tínhamos 6 ou 7 anos ( fim do 3ºestagio), todos pequenininhos, sentadinhos um do lado do outro, com sorrisos enormes, com o uniforme amarelinho (parecíamos uns pintinhos) e com a professora do lado (se eu não me engano o nome dela era Débora) . E a outra foi relembrar alguns de nossos filmes preferidos quando crianças, cada um com o seu. Seja a Branca de Neve, a Bela e a Fera ou qualquer outro que assistíamos inúmeras vezes e não nos cansávamos, (coitados de nossos pais).
Foi um momento gostoso e divertido, principalmente por ver quanto crescemos (não só de tamanho), evoluímos e estamos diferentes, afinal passaram-se quase dez anos, quantas coisas fizemos durante esse tempo e guardamos as mais diferente lembranças.
Então fiquei pensando no que vai acontecer daqui para frente, estamos concluindo mais uma etapa, fechando mais um ciclo e abrindo outro, que nos aguarda com muitas surpresas e sucessos, tenho certeza.
Resolvi escrever esse texto para isso, relembrar coisas boas, sejam elas quais forem, mas não para ficar com aquela sensação de saudades ruim e muito menos para parecer uma despedida.
Pode parecer meio bobo o que estou dizendo, mas é bom saber que temos essas lembranças, por mais simples que elas pareçam e por mais sem sentido também; e é bom poder contar para alguém que as viveu conosco.
Enfim, as lembranças só irão aumentar daqui para frente e dividi-las vai ser cada vez melhor.

Thaynan Pietro - 3º EM

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Surge-se arte!

Um raio de luz penetra no quarto, até então escuro. Amanhece! Dia quente e iluminado, acompanhado com o mesmo ambiente da manhã anterior.
Demora-se um pouco para levantar, até que a exaustão de pensar torna-se mais insuportável do que o próprio cansaço físico.
A idéia na cabeça, um pouco embaçada, confundindo-se com as atividades corriqueiras, e com o pensamento de que ela, assim como o talento e a inspiração não podem ir embora. A pressa toma conta de seu corpo, e em poucos minutos já se vê sentada em meio a um ambiente claro e vazio, olhando para nada mais do que uma peça branca ao meio de tantas outras coisas que, no momento, tornam-se secundárias. Fecha os olhos, já enxerga a paisagem tão sonhadora e reluzente, acompanhada de um rio, que corta as margens das árvores de outono, levando consigo folhas e flores já desbotadas e sem vida. Raios que cortam a superfície da floresta, o sol ao fundo, e a noite chegando.
Ouvem-se os ruídos da pura imaginação, que se desprende da mais concreta realidade. É quando que ela decide abrir os olhos, feliz com a imagem que projetou em sua cabeça, e aliviada por saber que o lugar não tinha se apagado. Com tudo pronto, decide começar. Com todos os instrumentos preparados leva seu pincel à tinta, oleosa da cor laranja. Abrindo um largo sorriso, toca a tela, e desliza conforme sua ansiedade e sua respiração, promovendo a emoção e libertando a arte.

Bianca Pelizaro de Souza, 3ºEM - Colégio Rícaro

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Divagações...

Esse é o primeiro texto que nós postamos escrito por um(a) convidado(a). Ao final dele, você encontra algumas informações sobre o autor(a).

Meus alunos criaram um blog... e escreveram pelo simples de prazer de escrever, de se relacionar.
E fiquei aqui pensando. Sobre o mundo atual... meio filosófica ou não, escrevo esta crônica, que nem sei se eles vão achar interessante. Mas aqui vai.
Viver é mágico.
Desejos, sonhos, anseios. Vestibular, bom emprego, grande amor, crescer na vida, ser alguém, ser importante, mudar o mundo! Todos os dias levantamos e saímos mundo afora pra fazer alguma coisa nem que seja pelo egoísta objetivo de felicidade própria e isolada. Mas deparamo-nos com o mundo real. Onde o colorido tem menos tom porque simplesmente as pessoas se esqueceram do sentido, dos valores, se esqueceram da esperança de um mundo melhor.
Sabe, fico me perguntando por que roubam na política, por que não enxergam a desigualdade social, por que tanta indiferença ao conhecimento... por que hoje é legal ser jogador de futebol, dançarina de funk? Por que a “bundalização” e não a cultura? Por que a vantagem e não a solidariedade?!
E, em plena véspera de eleição, relembro Maquiavel... “não é essencial possuir todas as qualidades (…), mas é bem necessário parecer possuí-las.”
E porque tanta hipocrisia e distância?
Imersos numa ordem das coisas onde a meta é vencer na vida, onde os fins justificam os meios. A qualquer preço... E assim, vivemos.
Às vezes eu me assusto com a juventude nas minhas andanças docentes...
Associando felicidade com dinheiro, acreditando no “rouba, mas faz”, procurando se achar melhor... atendo-se a valores como estética, moda, corpos sarados e mentes vazias...
E me pergunto de que vale levantar todos os dias pra procurar mudar o mundo? Sim, mudar o mundo!!! Mas não o mundo da História dos livros... e sim, o mundo que nos cerca! Porque ainda acredito na possibilidade de sermos sujeitos da nossa própria História!
E respondo com uma inocência quase pueril... porque se não acreditarmos num mundo melhor, não vale apenas olhar nossa cara no espelho. E se encarar. Pois diante da iniqüidade atual, dentro de nossos olhos existe apenas sombra, a sombra da caverna de Platão... dando as costas pra realidade muito além de nosso mundinho pessoal.
Pseudo-humanos, tal qual numa Matrix... vivendo hipnotizados pela ilusão de estar sendo vencedor. Pseudo-cidadãos, na ilusão de que não se pode fazer a diferença. Humanóides inúteis, que reproduzem cultura sem sentido, distanciada de qualquer coisa que possa gerar um pensamento, um questionamento, uma crítica!
Acreditar no mundo... eis o sonho de uma humanista incurável, que por pessoas raras com as quais cruzamos no caminho, ainda acredita num futuro menos sombrio e num amanhã mais altruísta, onde o sorriso franco tenha mais valor do que uma carteira recheada de dinheiro. Taí... divaguei, registrei, escrevi!

Karina Figueiredo, 28, é professora de História formada pela USP em 2004 e, atualmente, dá aulas em escolas da Freguesia do Ó.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Enquanto isso, nas arquibancadas...

Torcer por um time de futebol é mágico: você assiste aos jogos, fica de olho nas contratações, reserva um horário no domingo e na quarta-feira em frente ao sofá para sofrer e acorda, dia seguinte, com aquela cara de quem precisa dormir mais um pouco.

Existe torcedor que gosta de futebol e acompanha o campeonato. Existe torcedor (e eu me incluo nessa classe) que, além disso, torce, xinga, vai ao trabalho (ou à escola) pensando ainda como o resultado poderia ter sido diferente se acontecesse determinada situação, discute a rodada com os amigos e, mais que tudo, adora acompanhar o clube ao vivo e à cores, esteja ele bem ou mal. Aliás, ir à campo é a “cereja” do bolo no futebol na minha opinião, mesmo as pessoas dizendo que na verdade, é ganhar o título. Poucas coisas são mais emocionantes que se reunir com um monte de gente desconhecida, gritar o nome dos jogadores, pular feito um louco nas arquibancadas e, claro, soltar o grito de gol junto à galera. E mesmo que o jogo não seja dos melhores, depois de uns dias, tudo passa, e lá estamos nós de novo, enfrentando a mesma maratona...

Certa vez, fui eu experimentar desse ópio. São Paulo x Ipatinga, 18 horas, domingão. Pra mim, três pontos na conta, goleada, fora o show do tricolor. Mas sempre tem um mais realista que teima em botar a gente de volta no mundo real.

- Sei não hein, do jeito que o São Paulo tá, um a zero já é bom... - disse meu pai.

Eu, particularmente, adoro ver o meu time ganhar. No estádio, o jogo em si nem prende tanto a minha atenção... a torcida cantando, pulando, gritando o nome do jogador, do técnico... sem brincadeira, isso me fascina.

E não foi diferente naquele dia. Sentados, vendo o pôr-do-sol (não é nenhum exagero dizer que a gente realmente viu o pôr-do-sol; a grande Estrela estava justo na nossa cara), percebendo a agitação daqueles que chegavam, dos que já estavam lá a mais tempo, dos vendedores de sorvete, salgadinhos e kits para “sobrevivência” (sim, nesse futebol globalizado de hoje, encontramos Habib’s em caixa até no Morumbi), das crianças, dos adultos, enfim, estávamos presenciando um show, e um show que não se restringe a são-paulinos – imagino que os palmeirenses, corintianos e santistas, pelo menos os mais fanáticos, sintam o mesmo que eu. Veja bem: somos todos iguais, só temos gostos diferentes! Acho, com o perdão da palavra, uma retardadice estranhar-se com um completo anônimo só porque ele torce por outro time; aliás, hoje em dia, não é necessário nem torcer contra para que briguem! Vai entender...

Sim, fico triste quando vejo o Morumbi vazio. Eu mesmo já estive lá entre 70 mil pessoas, e tive de suportar um público de apenas 12 mil. Pelo menos nós – incluindo meu pai e meu irmão – estávamos no setor lotado, que não parava de cantar. E o engraçado é que, nessas horas, todo mundo vira técnico: é um gritando pra passar pra cá, o outro mandando o Muricy tirar não sei quem e, claro, quem termina como culpado é o árbrito (pensando bem, aquele era muito ruinzinho mesmo). Mas o que eu acho mais engraçado é quando a torcida se revolta: meu Deus, tinha palavrão que eu nem sabia que existia! Bem, sabedoria nunca é de mais, certo?

O jogo? Ah, pois é, o jogo. Infelizmente, eu tenho de tirar o chapéu pro meu pai: a partida foi horrível, tomamos um empate no finalzinho, e alguns jogadores culparam a torcida, que não apoiava o time... na verdade, eu acho que eles tinham mais é que agradecer por termos comparecido em tão pouco número – porque não acho que tenham merecido tanto. Mas foi como eu disse: dia seguinte, lá estamos nós, sofrendo e torcendo novamente, como se nada houvesse acontecido...

domingo, 28 de setembro de 2008

Prólogo

Olá, seja bem vindo!

Antes de tudo, gostaríamos de nos apresentar. Essa equipe que aqui escreve é formada por cinco pessoas, cinco amigos, cinco estudantes. Bianca, Caio, Carolina, Ítalo e Thaynan. Cursamos o último ano do ensino médio, e não fizemos esse blog para treinar redação (mesmo porque, na FUVEST, o que se pede não é uma crônica) ou para tentar manter contato entre nós; estamos aqui por um simples motivo: queremos.

Pode até parecer idiota, mas é só por isso mesmo. É gostoso escrever, contar histórias, relacionar-se com pessoas que não conhecemos através de acontecimentos semelhantes: a fila pra comprar um pão, o dia em que vovó foi passar um final de semana na sua casa, leitor, ou até mesmo questões mais complexas e, talvez, mais importantes, como a discussão de quem veio primeiro, a galinha, o ovo?

É esse o nosso objetivo: escrever livremente, sobre todos os assuntos, principalmente aqueles que menos notamos. Queremos escrever sobre nada.

E esperamos que você também se interesse pelo nada. Afinal de contas, o que seria da gente sem você?

Então, vamos desejar sorte: a nós, autores, para escrevermos bons textos, e a vocês, leitores, para terem minutos agradáveis frente ao computador.

Que a festa comece...



BlogBlogs.Com.Br